Ayala Green
Chegar em casa sempre foi meu momento de descanso, mas hoje não. Aquelas palavras dele, “podemos conversar quando você chegar”, ficaram martelando na minha cabeça. Assim que abri a porta, meu coração parecia querer sair do peito. Lá estava ele, parado no meio da sala, nervoso, mexendo no cabelo, como sempre fazia quando estava prestes a falar algo difícil.
Ele me olhou por um segundo e desviou o olhar. Não sei por que, mas isso me deixou ainda mais inquieta.
— Precisamos conversar