Beatrice — O som do meu amor.
A escuridão onde eu estava não tinha fim, nem forma, nem som. Era um vazio denso, frio e pesado, como se eu estivesse submersa nas profundezas de um oceano sem luz. Eu não sentia o meu corpo. Não me lembrava das dores nas costas, do fôlego curto ou do peso da reta final da gestação. Tudo o que eu sabia era que estava flutuando em um esquecimento absoluto, uma névoa anestesiante que tentava me convencer a apenas apagar de vez.
Mas então, um som distante começou a cortar o silêncio do meu vazio.