POV ZOE
Eu fiquei olhando para ele por tempo demais.
Raul estava sentado na beirada da cama, o cabelo ainda bagunçado do pesadelo, o peito subindo devagar agora, mas longe de estar realmente calmo. Os olhos ainda carregavam o resto daquela noite horrível. A culpa. O medo. A vergonha de ter acordado daquele jeito. E, por baixo de tudo, alguma coisa mais funda que me apertava por dentro porque eu já sabia o nome:
solidão.
Não a solidão bonita que gente gosta de transformar em poesia.
A feia.
Aque