Leornado
O corredor do Hospital Santa Clara cheirava a desinfetante industrial e a algo mais definitivo, mais irrevogável. Permaneci de pé diante da porta dupla da emergência, observando as luzes fluorescentes refletirem no piso encerado como linhas de código em uma tela fria, até que o Oficial Silva se aproximou. Com uma expressão contida pela prática de noites semelhantes, ele parou à minha frente.
— Senhor Voss?
Confirmei com um aceno mínimo. Ele hesitou por dois segundos, tempo suficiente