Na segunda-feira de Carnaval, Deise despertou vagarosamente, se espreguiçando e bocejando como um felino manhoso. Não levantou. Maria entrou no quarto da filha, como se já soubesse que tinha acordado.
— Deise, já são dez e vinte! — Maria abriu as janelas de ferro do quarto da menina.
O quarto escuro se iluminou e Deise olhou para o rádio relógio. No visor do aparelho eram dez e vinte e seis. Nada falou com a mãe que logo se foi para continuar seus afazeres domésticos. Deise olhou para o céu azu