Cap.164
Ela não esperou. Não disse uma palavra.
Virou-se e fugiu, os saltos altos ecoando no corredor silencioso, o vestido de veludo negro — outrora símbolo de poder e sensualidade — agora parecendo um manto de luto para um amor que acabara de ser ferido, esfacelado pelos cacos de uma memória e pela frieza da comparação com um fantasma.
Ela nem queria o colar. Mas, naquele momento, percebeu que nunca teria o lugar que ele reservava no coração.
Um lugar que pertencia, para sempre, a alguém que