Capítulo 3
Juliana mal teve tempo de recusar quando Leonardo já segurava sua mão e a puxava para dentro do carro.

O carro parou diante de um clube luxuoso.

Depois de estacionar, Leonardo desceu, contornou o veículo e abriu a porta para ela.

Juliana lançou um breve olhar em sua direção.

Não disse nada.

Apenas saiu do carro em silêncio.

No instante em que entrou no salão do clube, seu olhar foi imediatamente atraído por uma figura familiar.

Cecília Oliveira.

Ela usava um vestido branco. Os cabelos longos caíam suavemente sobre os ombros, e um sorriso delicado iluminava seu rosto enquanto conversava animadamente com alguns amigos no centro do salão.

Cecília era amiga de infância de Leonardo.

Embora tivessem crescido juntos, durante todos os anos em que Juliana esteve ao lado dele, as duas nunca tiveram qualquer contato direto.

Por isso, Juliana jamais tinha imaginado que…

Leonardo gostasse de Cecília.

Quando Cecília viu os dois entrarem de mãos dadas, seus olhos se curvaram num sorriso ambíguo.

Um sorriso que parecia dizer claramente que…

Ela também sabia das noventa e nove vinganças.

De repente, Juliana sentiu o ar faltar.

Leonardo também pareceu notar a presença de Cecília.

Os dedos dele se enrijeceram por um instante.

Logo em seguida, ele soltou a mão de Juliana.

Ele se virou ligeiramente para ela e falou em voz baixa:

— Vou sair um momento para atender uma ligação. Pode se divertir um pouco. Já volto.

Juliana permaneceu parada onde estava, observando as costas dele enquanto se afastava.

Uma frieza pesada tomou conta de seu peito.

Antes que ela pudesse reagir, Cecília já caminhava atrás dele, com passos elegantes e tranquilos.

As duas silhuetas, uma à frente da outra, desapareceram na esquina do corredor do clube.

Juliana nem teve tempo de pensar no que Leonardo e Cecília tinham ido fazer.

Logo foi cercada por alguns dos amigos de Leonardo.

— Juliana, vem beber com a gente. — Disseram, rindo, enquanto lhe estendiam um copo.

Juliana balançou a cabeça.

— Eu não posso beber.

— Ah, não estraga o clima. É só um copo. Não vai acontecer nada.

Sem lhe dar chance de recusar, enfiaram o copo em sua mão e começaram a empurrá-la para frente.

Juliana tentou se desvencilhar, querendo sair dali.

Mas um deles a empurrou de repente com força.

— Ah!

Juliana soltou um grito ao perder o equilíbrio.

No instante seguinte, caiu diretamente na piscina ao lado.

A água gelada envolveu seu corpo de uma vez.

Ela não sabia nadar.

Os braços e as pernas se debatiam em desespero. Quanto mais lutava, mais parecia afundar.

A água invadiu sua boca e seu nariz, fazendo-a se engasgar violentamente.

Sua consciência começou a ficar turva.

Tudo diante de seus olhos escureceu…

Até que, por fim, ela perdeu completamente os sentidos.

Quando voltou a si, Juliana percebeu que estava deitada em um quarto familiar.

A cabeça estava pesada, girando.

O corpo inteiro queimava, como se estivesse em chamas.

Com dificuldade, abriu os olhos.

Leonardo estava sentado ao lado da cama.

Em sua mão havia um copo de água e alguns comprimidos.

— Você está com febre. Tome o remédio.

A voz dele era baixa, com um leve traço de preocupação.

Ainda meio atordoada, Juliana pegou os comprimidos e os engoliu com a água.

Não tinha energia para pensar em mais nada.

A garganta estava seca demais, e o corpo parecia completamente esgotado.

Ela fechou os olhos, querendo voltar a dormir.

Mas a temperatura de seu corpo subia cada vez mais.

Era como se algo estivesse queimando dentro dela.

Não se sabe quanto tempo passou.

Quando finalmente conseguiu abrir os olhos novamente, com dificuldade…

Leonardo já não estava mais no quarto.

Forçando-se, Juliana se sentou na cama.

Levou a mão à testa.

Estava ardendo de febre, quente a ponto de assustar.

Ela sabia que não podia mais adiar.

Precisava ir ao hospital.

Arrastando o corpo pesado, Juliana conseguiu chegar até lá com muita dificuldade.

Os médicos colocaram um soro intravenoso, e a febre finalmente começou a baixar um pouco.

Depois de examiná-la, o médico franziu a testa.

— Ainda bem que você veio cedo. Se tivesse demorado mais um pouco… provavelmente teria evoluído para pneumonia.

Juliana se apoiou fracamente na cabeceira da cama. Sua voz saiu rouca:

— Doutor… Eu tomei remédio. Por que mesmo assim piorou?

O médico pareceu surpreso.

— Que remédio você tomou?

Juliana tirou do bolso um pequeno frasco de comprimidos e o entregou a ele.

— Um anti-inflamatório… Meu namorado me deu.

O médico pegou o frasco, abriu e olhou dentro.

No mesmo instante, sua expressão ficou séria.

— Isso aqui não é anti-inflamatório nenhum.

Ele levantou o frasco.

— O frasco é de anti-inflamatório, sim. Mas os comprimidos dentro são balas de açúcar. Não têm efeito medicinal nenhum. Pelo contrário, só atrasam o tratamento.

O coração de Juliana afundou de repente.

As pontas de seus dedos começaram a tremer levemente.

De repente…

Seu celular começou a vibrar freneticamente.

Com dificuldade, ela levantou a mão e pegou o celular.

Na tela, várias mensagens apareciam uma após a outra.

Eram do grupo de amigos de Leonardo.

[HAHAHA, a 97ª vingança foi um sucesso!]

[Quem teve essa ideia é um gênio. Primeiro a gente sem querer empurra ela na piscina, depois o Léo troca o remédio. Agora ela deve estar se sentindo péssima.]

Logo em seguida, outra mensagem apareceu, desta vez em completo desespero:

[M*RDA, você mandou no grupo errado! A Juliana também está nesse grupo!]
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