Helena quase não dormiu depois do jantar.
Toda vez que fechava os olhos, lembrava da dança.
Do toque leve da mão de Dante.
Da forma como ele a olhava, como se tivesse medo de que qualquer movimento errado a afastasse outra vez.
E isso era perigoso.
Muito perigoso.
Porque ela conhecia aquele olhar.
Era o mesmo homem por quem se apaixonou anos atrás.
E, por mais que tentasse negar, ainda existia uma parte dela que respondia àquela versão de Dante.
Na manhã seguinte, Clara decidiu acordá-la cedo.