Helena não conseguiu ficar muito tempo dentro do quarto.
As lembranças eram bonitas.
E justamente por isso doíam.
Ela caminhou até a varanda que ficava ao lado da suíte, apoiando uma das mãos na barriga enquanto observava o jardim.
O fim da tarde tingia o céu de tons alaranjados.
Por um instante, tudo parecia igual.
Como se bastasse entrar novamente naquela casa para recuperar os anos perdidos.
Mas ela sabia que não era assim.
O passado não voltava.
As pessoas mudavam.
As dores também.
Dante ap