Dona Lídia estava hospedada temporariamente na casa de uma sobrinha, em um bairro tranquilo. Quando Dante chegou, a mulher demorou a abrir a porta. Ao vê-lo, empalideceu.
Ele parecia pior do que no velório.
“Senhor Dante.”
“Lídia.”
Por alguns segundos, ficaram frente a frente sem se mover. Ela ainda usava um lenço no pescoço, a voz rouca por causa da fumaça. Os olhos estavam cansados, mas firmes.
“Posso entrar?”
Dona Lídia hesitou.
Depois abriu passagem.
A sala era pequena, simples, com imagens