LAURA
Deixei o salão indo para a área externa coberta e aproximei-me do parapeito. Fechei os meus olhos e respirei fundo, sentindo a brisa fria da noite entrar por minhas narinas, resfriando-as.
Eu queria muito desistir do trabalho, mas tinha medo de deixar Lorenzo com aquele ser humano desprezível. Ele era só um menino. Mas eu não sabia até onde eu poderia aguentar aquilo. Na minha garganta, havia um nó e nos meus olhos, um queimor provocado pelas lágrimas que insistiam em cair. Não podia perm