Capítulo 2
Chloe usaria a festa de sexta-feira para começar sua vingança, precisava encontrar um homem, um garanhão que tomasse sua virgindade, não buscava romance, queria ser comida do jeito que lia em seus livros eróticos ou via em seus vídeos para adultos.

Ela continuou agindo normalmente, levando sua vida entediante até a chegada de sexta-feira, nem sequer foi preciso avisar ao marido que sairia, ele nem notaria a ausência dela, pois às sextas sempre viajava, ou pelo menos era o que a assistente dele dizia, embora agora fosse claro que passava o fim de semana inteiro com alguma amante, transando intensamente, enquanto ela ficava ali sozinha.

Olhou-se no espelho, com seu terninho perfeito de mulher elegante, com um puxão desfez o coque, era hora de a senhora Montenegro ir dormir um pouco, pois naquela noite ela seria apenas uma mulher em busca do prazer de uma boa transa.

Tirou uma caixinha que mantinha escondida no armário, tinha feito umas compras especiais para a festa daquela noite, nem se deu ao trabalho de usar o cartão que o marido tinha dado a ela, também não era como se ele conferisse os extratos.

Tirou a lingerie preta de renda, meias arrastão, salto agulha, vestiu um vestido tão sexy, tão provocante, de veludo preto, justo na cintura e com um decote em V profundo que realçava os seios redondos, por cima, colocou um sobretudo discreto, pois ninguém da mansão Montenegro podia vê-la sair vestida daquele jeito.

Na bolsa preta guardou apenas um batom vermelho intenso e estava pronta para sair e perder a virgindade com um verdadeiro garanhão.

— Senhora, o jantar está pronto — disse a governanta do outro lado da porta.

— Hoje não vou jantar — disse ao abrir a porta.

Claro que a governanta se surpreendeu ao vê-la prestes a sair àquela hora da noite, mas não pediria explicações, ela era a senhora Montenegro.

Chloe olhou o celular, tinha recebido uma mensagem de Ivanna dizendo que estava lá fora esperando, então saiu do quarto e desceu para encontrar a melhor amiga e cunhada num carro diferente do que ela costumava usar, preto, com os vidros escuros.

Antes de entrar, a senhora Montenegro deu uma última olhada na mansão enorme, naquela noite tudo seria diferente, naquela noite ela não seria a Esposa de Papel de Dante Montenegro.

— Você tem que me contar o que te fez mudar de ideia — disse Ivanna enquanto dirigia.

— Tem certeza que quer saber? — Chloe olhou de canto de olho, ia no banco do carona.

— Claro, quer dizer, quatro anos tentando te convencer a ir a uma festa comigo, é óbvio que tem que ter um motivo enorme para você deixar de ser a esposa perfeita — disse com um grande sorriso.

Chloe suspirou, confiava em Ivanna, mas não sabia como ela reagiria ao saber que naquela noite pensava em trair o próprio irmão mais velho.

— Isso — disse mostrando uma das imagens em que Dante transava com uma mulher por trás.

Ivanna freou bruscamente, fez uma cara de nojo e depois quase teve ânsia, tinha visto algo tão traumático, mas depois do nojo, do desagrado, veio a fúria, a raiva de ver como o irmão transava com outra e deixava a esposa se secar virgem em casa.

— Ele é um filho da puta! — gritou, batendo no volante. — Você confrontou ele? — perguntou.

Chloe negou com a cabeça.

— Não vale a pena, para o Dante eu sou só a esposa de papel dele, então vou continuar sendo, mas vou ter que buscar em outros homens o prazer que ele não pode me dar — comentou com frieza.

Ivanna arregalou os olhos de surpresa e pensou por alguns segundos, talvez o certo fosse dizer para ela não fazer isso, se separar do irmão de uma vez, mas ela também era mulher, e o que mais odiava eram homens desgraçados como o irmão.

— Está pensando em arranjar um amante? — perguntou tentando esconder o sorriso.

— Um só? Ele tem mais de uma vagabunda, então por que eu deveria ter só um? — questionou.

— Ótimo! Mudança de planos. Vamos a um lugar onde você vai poder escolher quem quiser — arrancou o carro de novo.

Ivanna pensava no lugar para onde levaria a querida amiga e cunhada, embora naquela noite deixasse de ser sua cunhada, só sua amiga, uma amiga que ela ajudaria a encontrar um homem que a fizesse experimentar, pela primeira vez, o prazer de uma boa comida.

Chloe olhou o prédio onde Ivanna tinha estacionado, era enorme, afastado da cidade e das luzes, mas de estrutura impecável. Ao ver Ivanna descer, ela também desceu. Elas foram recebidas por homens vestidos com ternos pretos e máscaras pretas que cobriam metade do rosto.

— Nossa, noite de máscaras — disse Ivanna pegando as máscaras que um deles entregava, colou o corpo nele e deslizou a mão até tocar a virilha dele, ela gemeu ao sentir.

— Senhorita, hoje não estou de serviço — disse o homem com a voz grossa e grave, colocando a mão sobre as nádegas dela.

Ivanna gemeu de novo ao sentir a massagem da mão grande daquele homem.

— Que pena, você é um dos que melhor me come — sussurrou.

Chloe olhava com certo espanto a ousadia com que Ivanna se insinuava para aquele homem.

— Ah, hoje eu trouxe uma amiga, a Madame está? — perguntou sem sequer se afastar dele.

O homem assentiu, inclinou-se um pouco para ela e a beijou com paixão, nada terno, aquele homem devorava a boca de Ivanna com ferocidade.

— Eu vou estar de serviço, caso você queira me ter esta noite — sussurrou com a voz sedutora, enquanto a mão continuava acariciando o volume evidente na virilha dele.

— Perfeito, então vou te comer a noite inteira — respondeu ela.

Ivanna se despediu dele com outro beijo apaixonado.

Depois levou Chloe até o elevador para subir ao último andar, onde a diversão começaria pela primeira vez para Chloe, entregou uma máscara a ela sem dar explicações, quando as portas do elevador se abriram, revelaram um bar luxuoso, com luzes baixas, havia mesas diferentes ocupadas por homens bem vestidos, acompanhados de uma, duas ou mais mulheres vestidas de forma sexy, provocante, todos usando máscara.

Outros dois homens se aproximaram para ajudar com os casacos, Chloe hesitou por alguns segundos, mas já estava ali, não podia simplesmente desistir, entregou o casaco ao homem, exibindo finalmente aquele vestido sexy que tinha comprado com o dinheiro do marido.

— Nossa, que gata você está — disse Ivanna maravilhada com o que Chloe vestia. — Você tem uns seios lindos e uma bunda que vai deixar qualquer um louco — acrescentou sem nenhum tipo de filtro.

Chloe ficou constrangida com aqueles elogios da cunhada, não estava acostumada, mas precisava se acostumar, ali ela não era a senhora Montenegro.

— Vamos ver a Madame — pegou-a pelo braço e caminhou até o outro extremo do lugar, onde havia um bar.

Durante o trajeto, os olhares de alguns homens ficavam sobre Chloe, embora ela pensasse que fosse por causa de Ivanna, que tinha um corpo com curvas perfeitamente no lugar.

— Oi, Madame — cumprimentou Ivanna a mulher de meia-idade, que usava um vestido preto longo, corte sereia, o cabelo loiro preso num coque.

— Ah, Ivy querida, faz tempo que você não aparecia por aqui — disse a mulher, ela era Madame, dona daquele prédio.

— Problemas, você sabe como é — disse Ivanna sem dar muita importância. — Trouxe uma amiga — apontou para Chloe, que parecia nervosa.

— Estou vendo, que beleza — disse Madame, avaliando-a com o olhar. — O que você quer aqui, querida? — perguntou.

Chloe hesitou na resposta, nem sabia direito o que era aquele lugar. Voltou a percorrer tudo com o olhar, focando mais no que aqueles homens de ternos elegantes faziam com aquelas mulheres. Sua boca se abriu de surpresa ao ver uma mulher ajoelhada diante de um deles, colada na virilha dele, fazendo sexo oral à vista de todos.

— Este é o lugar perfeito para encontrar um garanhão — disse Ivanna. — Olha em volta, tem todo tipo de homem, altos, baixos, grandes, não tão grandes, todos os tamanhos e cores possíveis, amiga.

— Você está louca — sussurrou Chloe se afastando um pouco dela, pensando que agora tudo aquilo tinha sido um erro completo, não podia simplesmente se entregar a um homem sem conhecê-lo.

Chloe pensou em ir embora, voltar para aquela mansão fria e solitária, continuar sendo a esposa insatisfeita de Dante Montenegro, mas só de lembrar das imagens dele com aquelas vagabundas, o ódio voltou.

Respirou fundo e soltou o ar devagar, depois se virou para encontrar Ivanna, que sorria com orgulho, e Madame, a mulher ainda tentava decifrar o que ela fazia ali.

— Quero deixar de ser virgem — disse sem nenhum filtro.

Madame sorriu com aquela afirmação, dirigiu o olhar para Ivanna, que ali era mais conhecida como Ivy.

— Pode nos ajudar, Madame? Uma virgem em Seda Negra é um ótimo negócio, não acha? — Ivanna estava disposta a tudo para ajudar a amiga, ela merecia conhecer o prazer do sexo, e se o marido não estava disposto a ensinar, então arranjariam outro.

— Você gostaria de um leilão, então? — perguntou Madame.

Chloe olhou sem entender, sabia o que era um leilão, mas quem seria leiloado? Ela?

— Por ser virgem, você vai ficar com 80% do pagamento, os vinte por cento ficam comigo. Aceita? — propôs Madame.

— Sim — disse Chloe, deixando de lado os medos e as dúvidas. Já tinha tomado uma decisão, não devia se acovardar agora.

Madame assentiu, fez alguns sinais e um de seus homens se aproximou, ela deu uma ordem clara e simples: preparar tudo para um leilão perfeito, a mercadoria: a primeira vez.

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