O estilhaço do copo de uísque espalhou-se pelo escritório.
O cristal explodiu contra a parede, fazendo o líquido escuro escorrer lentamente pela madeira nobre.
Álvaro permaneceu imóvel.
O peito subia e descia em um ritmo pesado, enquanto seus olhos ardiam de fúria.
Havia anos que não bebia descontroladamente. Anos! Mas, naquela tarde, bastou ouvir aquelas poucas palavras para que toda a disciplina que construíra desmoronasse.
— Senhor... ela... ela fugiu.
A frase ainda ecoava em sua cabeça.
Lia