Mundo ficciónIniciar sesiónDiana Cavalieri cresceu tendo cada um de seus caprichos atendidos, e com a certeza que a beleza indiscutível e o charme sedutor, fariam dela a mulher mais desejada entre as filhas da máfia quando chegasse a hora de seu pai lhe arrumar um casamento. Se Michael Villani a rejeitou, ela ainda esperava por um príncipe da máfia, jovem, respeitado e temido no meio em que vive, mas depois de ter irritado profundamente o capo de Nova York, é ele quem trata do seu casamento, escolhendo uni-la a Bosco Capasso, o Ceifador da Máfia Siciliana. Bosco Capasso passou dez anos solitário, sem perspectiva nenhuma em relação à encontrar outra mulher depois do trágico fim de Chiara, nas mãos do inimigo que ele caçou impiedosamente até que não restasse nenhum membro da gangue que matou sua esposa. No entanto, uma situação constrangedora o atormenta desde que teve que escoltar a filha do capo de Chicago de volta a sua família depois que a moça fugiu para se divertir na noite de Las Vegas! Quando Nova York decide unir Bosco e Diana em um casamento por conveniência, sela o destino de duas pessoas completamente diferentes, e os faz arder em paixão, ódio e incertezas!
Leer másTraída pelo noivo e pela própria irmã, Ayla decide recomeçar sua vida em uma cidade distante,
determinada a reconstruir sua confiança e deixar o passado para trás. No entanto, o que aceitou não ser um dia feliz, se tornou um caso irritante. O vento gelado me abraça assim que saio do aeroporto. Respiro fundo. Confiro no celular o endereço do hotel, ergo a mão e paro um táxi. No exato instante em que abro a porta, a do lado oposto se abre também. — Rua das Acácias, por favor. — A voz masculina, firme, preenche o carro. Viro, franzindo a testa. — Esse táxi já está ocupado. — Minha voz sai firme... mas trêmula. Ele me encara, e por um segundo, o ar some dos meus pulmões. Olhos negros, intensos, frios. Maxilar marcado, cabelos escuros desalinhados. Nada nele se abala. — Ok. — Dá de ombros, olhando pro motorista. — Estou com pressa. Pode seguir. Cerro os punhos. A audácia. Como se eu já não tivesse passado o suficiente nas últimas horas. — Se está com tanta pressa, sugiro que encontre outro táxi. Esse já tem dona. — corto, amarga. Ele acende um cigarro, jogando os fios de cabelo pra trás com um movimento irritantemente elegante. Me lança um sorriso torto, cínico... e, de algum jeito, perigosamente bonito. — Isso é tudo? Prendo a respiração, unhas cravando nas pernas. Eu deveria estar chorando, implorando por uma trégua da vida... Mas não. Estou discutindo por um táxi. — Eu não vou a lugar algum com você nesse carro. — solto, amarga. Ele ri. E aquele som... deveria me irritar, mas em vez disso, me arrepia. Tem algo nele que provoca e, ao mesmo tempo, alerta. Um sorriso limpo, insinuante... Mas os olhos? Sombras puras. — E o que você tá esperando? — traga, soltando a fumaça. — Desce. Abro a boca, pronta pra despejar nele tudo que me sufoca desde... Desde que encontrei meu noivo na cama com a minha própria irmã. A cena pulsa como uma ferida aberta. As promessas, as mentiras, tudo implodiu em questão de minutos. Ele me acusou. Disse que eu o traí. Quando, na verdade, foi ele quem destruiu tudo. Fugir foi tudo que me restou. Antes que aquela cidade me destruísse também. — Calma! — o motorista se mete, nervoso. — Dá pra resolver. Moça, pra onde você vai? Respiro fundo, engolindo o orgulho. — Grand Palace Hotel. O motorista sorri, aliviado. — Ótimo, é caminho do nosso amigo aqui. Levo os dois. Cruzo os braços, bufando, olhando praquele homem. Ele traga o cigarro, olhando pela janela, indiferente. A decisão é minha. Cedo. — Tudo bem. — Minha voz sai mais rouca do que queria. O táxi arranca. Observo a cidade pela janela, estranha, desconhecida... e, de repente, tudo o que eu sou também me parece estranho. — E você, senhor? — o motorista pergunta, quebrando o silêncio. — Vai pra onde? Ele j**a a bituca pra fora. — Cemitério das Flores. Me viro pra ele, surpresa. E só então percebo os detalhes. Terno preto, impecável. Expressão dura. Olhar vazio. Está indo pra um funeral. Meu peito aperta. — De quem...? — escapa, sem que eu consiga evitar. Ele me olha, como se não esperasse a pergunta. — Isso não soa inconveniente? — Estar nesse táxi também é. — rebato. Por um segundo, quase vejo um sorriso. Mas evapora rápido. — Minha esposa. — A voz vem seca, cortante. Sinto meu corpo enrijecer. — Eu... sinto muito. — murmuro, sincera. Ele me observa por longos segundos. Então, seus lábios se curvam. Não em tristeza. É algo mais... sombrio. — Não sinta. — abre a porta, já saindo. — Estou aliviado que ela finalmente morreu. Congelo. Antes que eu processe, ele desce e desaparece, caminhando na direção do cemitério. Deixa pra trás o cheiro de cigarro... e um isqueiro elegante, pesado, com iniciais gravadas em baixo relevo: J.B.Entro no escritório do Sr. Villani e vejo um sorriso esboçar-se em seu rosto. Ele se levanta para me cumprimentar. Sei que não era necessário vir, mas depois de tudo o que passei e do apoio que recebi para localizar e resgatar Diana, era o mínimo que podia fazer.— Capasso, eu já não havia dito para você tirar uns dias e cuidar da sua esposa? — Michael pergunta enquanto sua secretária entra e serve café para ambos.— Estou pensando em tirar uns dias, chefe, mas antes, quero deixar tudo certo. — respondo, sentindo um misto de cansaço e alívio. Tudo ainda é muito recente, e meu lado protetor parece estar em um nível tão absurdo que tenho medo de estar sufocando minha esposa.Michael abre uma de suas gavetas, tira de lá um molho de chaves e me entrega.— Vá para os Hamptons, nossa casa está à disposição. Sylvia já deixou os criados avisados. Fiquem o tempo que quiserem.— Eu não sei o que dizer... — falo, surpreso pela generosidade.— Então, vamos resolver tudo o mais rápido possível, e
Acordo com uma sensação de doença e desconforto. Meu corpo dói em todos os lugares, e minha cabeça está confusa. Não tenho ideia de quanto tempo se passou desde que fui trazida a este lugar. Penso em Bosco, e a ideia de que ele não tenha vindo me resgatar me assombra. Talvez algo terrível tenha acontecido a ele, e esse pensamento me faz pensar se algum dia vou conseguir sair desse lugar.A porta do quarto se abre e vejo Cathy entrar. Seus cabelos ruivos agora estão soltos, e ela usa roupas mais confortáveis, diferentes dos jeans justos e roupas de couro que sempre usava. Ela se aproxima sem dizer nada, andando pelo quarto. Pega as garrafas d'água que mal toquei e sai logo depois.Alguns minutos mais tarde, Cathy volta com outra mulher. O perfume dela é melhor, e ela usa um vestido discreto.— Então, essa é a razão da euforia dos homens desta casa. — diz a mulher, olhando para mim com desprezo.— Estão me deixando louca, me oferecendo suborno para poder foder com ela antes dos demais.
O cheiro de bolor, cigarro e perfume feminino me deixa enjoada. Tento abrir os olhos, mas eles estão pesados. Tento me mover e sinto um peso ao redor dos pulsos e tornozelos. O barulho de correntes denuncia minha tentativa. Meu coração acelera. Tenho muito medo, mas não posso correr o risco de ser apagada novamente. Não tenho ideia de quanto tempo estou aqui, nem o porquê.Respiro fundo, tentando controlar minha respiração. Meu corpo está dolorido, e aos poucos começo a lembrar, mas tudo na minha mente parece desconexo. Ouço passos fora do quarto onde estou. Fecho os olhos, torcendo para que quem quer que esteja vindo não perceba que acordei. A porta se abre e ouço uma conversa.— Me deixa em paz, Cathy.Aquela voz é familiar, mas demoro a perceber de quem é.— Sua mãe disse pra você ficar longe da garota. — a voz parece ser de uma mulher jovem. — Ela disse que tem algo estranho com ela.Um dos dois se aproxima, e meu corpo fica tenso.— Isso não vai importar quando eu estiver dentro
Enquanto dirijo pelas ruas de Nova York, sinto que estou no meu limite. Não consigo pensar com clareza. As luzes da cidade passam em um borrão, cada segundo parece uma eternidade. Preciso começar por algum lugar, então vou na direção do reduto dos Vipers, que foi a base deles por anos. Pego meu celular e ligo para Conti, o capitão da minha equipe. A linha toca duas vezes antes de ele atender.— Conti, aconteceu uma merda. Eles pegaram Diana. — minha voz é tensa, o medo e a raiva misturados em cada palavra.— O quê? Onde você está? — a preocupação na voz dele é palpável.— Estou no carro, indo para o local onde acho que eles podem estar, ou não... — respondo, tentando manter a calma.— Não vá sozinho, Bosco. Estou indo te encontrar agora. — ele diz com firmeza, mesmo sabendo que as chances de não dar ouvidos a ele são imensas.— Conti, não tenho tempo para esperar. Cada segundo conta. — respondo, a frustração crescendo. — Tenho que começar por algum lugar.— Eu entendo, mas você sabe o





Último capítulo