ADRIAN
O som metálico da chave inglesa caindo sobre a bancada ecoou pela oficina.
Adrian passou o dorso da mão na testa, limpando o suor antes de voltar a apertar os parafusos do motor que desmontava havia quase uma hora. O cheiro de graxa misturado ao de gasolina já fazia parte da sua rotina. Era estranho pensar que, há alguns meses, ele não fazia ideia de quem era. Agora, pelo menos, tinha um lugar onde trabalhar, um quarto simples para dormir e pessoas que o tratavam pelo nome que escolheram