Nos dias seguintes, Helena parecia apenas existir.
Os dias se sucediam sem que ela realmente os percebesse. Alimentava-se pouco, dormia ainda menos e mergulhava no trabalho como se cada projeto concluído pudesse silenciar a dor que carregava no peito.
Na mansão, Olga a observava com crescente preocupação. A governanta era discreta demais para fazer perguntas, mas sabia que o casamento dos patrões nunca fora exatamente comum e, nos últimos tempos, algo parecia ter se quebrado de vez entre eles.