Duzentos anos depois
A casa branca de frente para o mar já não era apenas uma casa. Era um símbolo. Um santuário. Um farol de esperança para milhões de mulheres em todo o mundo. O que havia começado como uma história pessoal de dor e sobrevivência se transformara em um movimento global: a Fundação Valeria Ferrera operava em mais de cinquenta países, oferecendo refúgio, educação, terapia e voz a quem mais precisava.
Valeria XV, de vinte e oito anos, era a atual guardiã do legado. Tinha o cabelo