Heitor parou o carro suavemente em frente ao prédio de Laura. O som do motor cessou, deixando um silêncio cheio de significados.
Nenhum dos dois disse nada.
Ela o olhou de soslaio, o perfil dele tão firme e contido, mas com os olhos carregados de algo que ela não ousava nomear — desejo, dúvida, talvez até cuidado. Ele virou o rosto, e por um instante, os olhos se encontraram, intensos, carregados do que não foi dito naquela manhã.
Laura estendeu a mão para a maçaneta, mas antes que pudesse a