Laura não podia acreditar que Heitor a deixaria dormir daquela forma. Algemada. Frustrada. E completamente vulnerável. Nunca sentiu tanto ódio dele como naquela noite.
O corpo ainda ardia de desejo, os braços doíam pelo tempo presa, e a mente girava em círculos entre raiva, culpa e uma vontade absurda de gritar.
Mas não gritou. Ficou ali, em silêncio. Insone. Ferida.
Na manhã seguinte, seus olhos estavam fundos, olheiras marcadas denunciavam a noite em claro. O coração apertado só piorava co