— Eu causei o acidente — sussurrei a frase que era meu maior pesadelo, a mentira que eu contava a mim mesmo para justificar minha dor.
— Não, você não causou! Foi um acidente, Rodrigo! A chuva, a pista... ninguém teve culpa. E você não pode continuar se punindo negando a si mesmo a chance de ser feliz de novo.
Beatriz se levantou e deu a volta na mesa, parando ao meu lado. Ela colocou a mão no meu ombro, um toque maternal que eu não sentia há muito tempo.
— A Mariana não é um substituto. Ela