Ela apoiou o rosto na minha mão.
Um gesto tão pequeno, tão íntimo, que meu peito apertou.
— Tô pronta — ela disse.
Inclinei e beijei ela.
Não foi um beijo de fome, daqueles que a gente trocava quando a tensão transbordava.
Foi mais lento, mais... fundo. Como se eu estivesse tentando dizer alguma coisa que as palavras não conseguiam.
Quando me afastei, ela estava corada e toda linda.
— Tenho sorte de ter você do meu lado nessa merda — eu disse, sem pensar.
Ela não disse nada.
Apenas sorriu, c