— Eu não quero saber — cuspi, com a voz saindo mais baixa e cortante do que eu pretendia. — O que você quer?
Ele respirou fundo.
— Você não fica bem em voos. Sente-se e pare de fazer cena.
A audácia dele, a frieza, a tentativa de controle disfarçada de preocupação… foi a gota d’água.
— Eu não preciso da sua preocupação! — gritei, puxando meu braço de vez, e dessa vez ele soltou.
Caminhei até uma poltrona na frente, longe, e me joguei nela, recolocando os fones com força.
O ouvi resmungar “tei