59. O Gosto da Culpa
Sarah narrando:
A luz da manhã entrou pela fresta da cortina encardida do motel, cruel e reveladora. A tempestade tinha ido embora, deixando apenas o cheiro de terra molhada e a destruição da minha moral.
Ao meu lado, John dormia com a mão pesada sobre o meu quadril, como se estivesse reivindicando um território. Olhei para o teto manchado e a realidade me atingiu como um soco no estômago. O que eu fiz?
Eu era noiva do Robert. O homem que me deu um teto, um nome e um futuro seguro. E eu o