Evelyn
A luz foi a primeira coisa que me atingiu. Branca demais. Forte demais. Doeu antes mesmo de eu entender que estava acordando. Pisquei, tentei fechar os olhos de novo, mas alguma coisa dentro de mim insistiu em ficar ali, naquele meio-termo confuso entre o sono e a realidade.
Havia alguém ao meu lado. Eu sentia a presença antes de conseguir enxergar.
— Você está no hospital — disse uma voz masculina, calma, próxima. — Consegue me dizer como está se sentindo?
Minha garganta estav