Depois de colocarmos os dois em seus devidos lugares, vi meu tio sair a passos pesados. Minha tia, porém, permaneceu parada, me encarando em silêncio. Eu conseguia sentir o ódio que ela carregava apenas pelo jeito como me olhava.
Henrique simplesmente a ignorou, segurou minha mão e caminhamos até o carro, deixando toda aquela raiva para trás.
Assim que saímos dali, senti um enorme alívio.
Henrique dirigia em silêncio, mas o sorriso discreto estampado em seu rosto denunciava o quanto ele estava