Henrique então tirou um papel enrolado que escondia atrás das costas e o entregou ao meu tio.
Ele pegou o documento com as mãos sujas de tinta, colocou os óculos e começou a ler.
Henrique cruzou os braços.
— Agora, por favor, retire-se do meu quintal junto com esse garoto.
Sorriu satisfeito.
— Eu comprei esta casa da verdadeira proprietária. Se tivesse comprado de vocês, aí sim seria um golpe.
Fez uma breve pausa.
— Afinal, a casa nunca foi sua, nem das suas irmãs. Sempre pertenceu à sua mãe.
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