Eu não podia surtar.
Precisava me manter calma.
Por mim.
E, principalmente, pela Alice.
Fechei os olhos.
Respirei fundo algumas vezes e tentei ligar novamente.
Caixa postal.
Como eu já esperava.
Engoli em seco.
Disquei outra vez.
Caixa postal.
Mais uma.
Caixa postal.
Continuei insistindo.
Uma...
Duas...
Cinco vezes.
Nada.
Larguei o celular no chão.
Encolhi-me diante da porta do banheiro, abraçando as próprias pernas.
A mesma dor de cinco anos atrás voltou com uma força assustadora.
Parecia que