18. Golpe
Peter
Assim que o carro de Martinucci desapareceu na esquina, deixei toda minha raiva explodir. Voltei para o carro ignorando os olhares assustados dos pais que ainda restavam, e joguei a arma no banco do passageiro com tanta força que o couro italiano rangeu em protesto. Meus punhos encontraram o volante repetidamente, cada impacto ecoando a humilhação que acabara de sofrer. O gosto metálico do sangue em minha boca misturava-se com a bile que subia pela garganta.
"Filho da puta!" Cuspi as pala