Javier
Duas semanas.
Quatorze dias se passaram desde o dia em que tudo desmoronou, mas, para mim, parecia que o tempo havia parado.
Cada segundo era arrastado, um lembrete cruel do que eu não conseguia mudar. Meu escritório havia se tornado meu refúgio, minha cela. Passei os últimos dias enterrado aqui, cercado por pilhas de papéis e garrafas de uísque vazias. Não fazia nada com real propósito. As horas eram gastas encarando a mesa, o olhar perdido no mesmo ponto, como se esperasse que algo mil