Capítulo 8

Cadu

De longe, avistei Verônica andando de um lado para o outro, visivelmente preocupada. Seus passos rápidos e seu olhar ansioso para o relógio em seu pulso revelavam sua agitação. Eu me aproximei e estacionei minha moto perto da calçada.

— Sobe. — Pronunciei, entregando-lhe o capacete que peguei emprestado com um colega. No entanto, ela virou o rosto para o lado, recusando minha oferta.

— Eu já chamei um táxi. — Respondeu, cheia de orgulho.

Olhei ao redor e depois para ela, com ironia.

— Não vejo nenhum táxi te esperando!

— É porque ainda não chegou. — Ela retrucou, teimosa como sempre.

— Sobe logo, pørra! — Perdi a paciência, encarando-a com firmeza.

Ela me olhou, claramente irritada.

— Quem você pensa que é para falar comigo dessa forma? Eu não vou com você a lugar nenhum. — Disse com um olhar desafiador.

Respirei fundo para controlar minha raiva, sabendo que não tínhamos tempo a perder. Usei minhas últimas cartas na manga para convencê-la.

— Olha só, você tem duas opções: ou sobe
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