O salão do Centro de Convenções Rural estava iluminado com aquele tipo de luz amarela estudada para parecer acolhedora e cara ao mesmo tempo. Lustres de cristal pendiam sobre mesas redondas cobertas por toalhas impecáveis, garçons circulavam com taças de espumante e pequenos canapés delicadamente montados, e o ar carregava o perfume misturado de madeira polida, colônia masculina cara e política local bem ensaiada. Não era apenas um evento do agro. Era palco. Era território simbólico. Era lugar