Luca não dormiu naquela noite, embora tenha permanecido deitado tempo suficiente para que qualquer observador desatento acreditasse que sim. O corpo estava imóvel, os olhos fechados, a respiração controlada, mas a mente operava num ritmo preciso, quase cirúrgico, reorganizando cada detalhe dos últimos dias à luz da descoberta que ele carregava no bolso da jaqueta, guardada agora na gaveta trancada do escritório. A foto, o bilhete, a caligrafia agressiva pressionando o sobrenome dele como se fos