O portão da hacienda se abriu devagar, como sempre fazia, mas Camila teve a impressão de que o som do ferro deslizando parecia diferente daquela vez. Não era apenas retorno. Era recomeço.
Rafael estacionou o carro diante da casa principal, desligou o motor e ficou alguns segundos em silêncio, as mãos ainda apoiadas no volante. Não havia tensão no gesto, apenas um cuidado quase reverente com o momento.
Camila olhou pela janela. A varanda ampla, as colunas antigas, o jardim que Nazaré insistia em