Rafael passou o dia inteiro parado diante da porta do quarto onde Camila dormira até a noite anterior. Não entrou, não bateu, não chamou, como se qualquer gesto em direção àquele espaço pudesse tornar definitivo algo que ele ainda se recusava a aceitar. A porta fechada parecia mais pesada do que deveria, não pela madeira em si, mas pelo que separava.
O berço vazio estava parcialmente visível pela fresta, e aquele detalhe atingiu Rafael com uma violência inesperada. Não era só a ausência de Cami