A manhã chegou devagar pelas frestas da cortina, uma luz clara riscando o quarto e desenhando formas no lençol amarrotado. Camila acordou primeiro. O corpo doía num cansaço metade físico, metade emocional, mas a primeira coisa que ela sentiu não foi dor, e sim o peso quente do braço de Rafael ainda passado pela cintura dela.
Ele dormia colado nas costas, a respiração batendo na nuca, o peito subindo e descendo num ritmo que enfim parecia menos tenso. O curativo no lado da cabeça permanecia ali,