O ar no escritório parecia carregado de eletricidade, cada respiração nossa um trovão contido. Alessandro me encurralara contra a parede, seu corpo imenso bloqueando o mundo lá fora — o mar, a família snob, os segredos do clã. Seus olhos azuis escuros queimavam nos meus, fúria misturada a algo mais primal, mais perigoso. “Cresça e escute os filhos, Don”, eu havia disparado, voz rouca de raiva e verdade. Tentei sair, mão no trinco da porta, mas ele bateu a palma aberta na madeira acima da minha