MEU MELHOR INIMIGO
CAPÍTULO 4. Uma voz conhecida?
Camilo havia aprendido a tomar café da manhã devagar. Não por gosto, mas porque o silêncio da mesa familiar havia se tornado uma espécie de refúgio. Antes falava mais, ria mais, discutia por qualquer coisa. Agora era diferente: mais taciturno, mais comedido, com um sarcasmo fino que usava como armadura. Havia amadurecido, diziam alguns. Ele sabia que também havia endurecido um pouco.
Estava sentado na frente do prato quando o telefone vibrou sobre a mesa. Olhou para a tela e franziu levemente o