EZRA D'ARTAGNAN
Acordei lentamente, ainda preso no torpor do sono, enquanto o sol invernal encontrava um caminho pelas frestas da cortina, iluminando o quarto com uma luz suave. Sentia o calor do corpo de Penélope ao meu lado, e os meus olhos, como que hipnotizados, percorriam cada detalhe dela.
Dormia profundamente, tranquila, sem suspeitar do turbilhão que eu planejava para o dia de hoje. O seu cabelo cacheado e escuro espalhava-se sobre o travesseiro, contrastando com a sua pele negra e sedo