PENÉLOPE VERONESI
O meio-dia chegou, marcando o ponto exato no relógio que ficava bem acima da porta principal do quarto. Resolvi não tocar no celular, resistindo à tentação de buscar comentar alguma coisa com o meu melhor amigo. Agradecia que, pelo menos, Ezra mantinha uma ponta de decência ao não instalar câmaras nos recônditos do banheiro, mas o receio ainda persistia. Era uma dança perigosa entre a preservação da privacidade e a constante vigilância imposta por circunstâncias que, a cada di