Maya observava a cidade pela janela, mas não estava realmente vendo nada. As ruas se repetiam como um cenário mal montado: prédios conhecidos, esquinas já atravessadas centenas de vezes, tudo exatamente onde sempre esteve. E, ainda assim, nada parecia igual. O vidro refletia seu próprio rosto, levemente distorcido pela luz do fim de tarde. Ela se encarava sem querer, como se buscasse ali alguma versão familiar de si mesma, alguma confirmação de que ainda era a mesma pessoa que tinha acordado na