Maya não dormiu, não de verdade. O corpo até cedeu em alguns momentos, quedas rápidas, rasas, que não duravam o suficiente para serem descanso. Mas a mente não foi junto. Ficou à deriva, presa num estado suspenso onde tudo parecia acontecer ao mesmo tempo. As mensagens, as imagens, o nome dela e, agora, o nome dele.
Quando o interfone tocou, cedo demais para alguém que mal fechou os olhos, o som atravessou o apartamento como um rasgo seco e invasivo.
Maya não se moveu de imediato, ficou parada