A Trégua do Silêncio
Aria
Hoje Julian acordou mais cedo. Correu para o meu quarto com os pés descalços, cabelo desgrenhado e um brilho nos olhos que eu não via há muito tempo.
— Mamãe, papai disse que vamos plantar uma árvore!
Senti um aperto no peito. Não de dor. De algo novo, quase esquecido:
Esperança.
— É mesmo? Perguntei, tentando esconder o nó que subia pela garganta.
— A gente vai plantar uma árvore que cresce até o céu! E depois ele disse que vai me ensinar a jogar xadrez.
—Igual ge