Alexander
Helena pega meu café sem pedir.
De novo.
— Você sabe que isso já configura invasão patrimonial.
Ela toma um gole como se estivesse degustando vinho caro.
— E você sabe que esse café parece combustível industrial.
Eu fecho a pasta sobre a mesa.
— Você veio pra ajudar ou pra infernizar?
— Os dois.
Ela se senta na cadeira em frente à minha mesa, cruzando as pernas com calma irritante.
São quase oito da noite.
O escritório está vazio há mais de uma hora, mas nenhuma das luzes da minha sal