O caminho de volta pra casa foi silencioso.
Rafa dirigia tranquilo, uma mão no volante, a outra apoiada perto da minha, como fazia sempre. Em outros dias, eu teria entrelaçado os dedos nos dele sem pensar. Teria encostado a cabeça no ombro dele, fechado os olhos, aproveitado a paz simples que ele sempre me oferecia.
Mas naquela noite…
eu fiquei imóvel.
Olhando pela janela.
Com a mente longe.
Muito longe.
— Você ficou quieta — ele comentou, quebrando o silêncio.
Meu coração deu um salto leve.
—