A casa de Rafael estava em silêncio, quebrado apenas pelo som leve dos passos de Rebeca enquanto ela caminhava pela sala com um copo d’água e os remédios na mão. O cheiro de pomada e fumaça ainda parecia grudado nele, como se o incêndio não tivesse terminado de verdade.
Ele estava sentado no sofá, com o olhar perdido, distante… mais distante do que o corpo machucado deixava transparecer.
— Toma… — disse ela, com a voz suave, estendendo o copo.
Rafael pegou, mas demorou a reagir. Seus dedos trem