Ana
Ela realmente não queria ir com ele.
Mas dizer “não” outra vez passou a soar estranho. Quase infantil. Como se estivesse fugindo de algo que já tinha acontecido e que, gostasse ou não, agora existia entre os dois.
Sem Hellen e Yuri, o estacionamento pareceu maior. Silencioso demais. A música distante do Mirante já não abafava o que havia entre eles. O clima tenso que antes era diluído em risadas agora pairava puro, pesado.
O carro dele era absurdamente bonito.
Ana não entendia nada de carro