Sérgio Moratti
Eu não fui para casa. Eu não dormi. Durante as quarenta e oito horas seguintes, o mundo ao meu redor deixou de existir. Eu me tranquei no meu bunker tecnológico, o lugar onde as paredes são revestidas de isolamento acústico e a única luz vem do brilho azulado de seis monitores de 32 polegadas.
Se o segredo era da Tessa, e minha mãe era apenas a guardiã, eu precisava mapear o vazio. Eu não ia procurar pelo que estava lá; eu ia procurar pelo que faltava.
Comecei pelo dia do cola