Sebastian Viccari
Eu estava no meu escritório no 42º andar, analisando os gráficos de projeção da licitação com o meu braço direito, Enzo, quando o celular vibrou. O nome de Aurora não apareceu no visor — eu ainda não o tinha guardado por segurança —, mas eu conhecia o número.
A voz dela estava trêmula. Tensa. O rato do Victor tinha mostrado os dentes.
Desliguei a chamada e olhei para a vista panorâmica de São Paulo. Enzo percebeu a mudança no meu semblante. Eu não estava irritado; estava