Sebastian Viccari
Eu estava no meu escritório no 42º andar, analisando os gráficos de projeção da licitação com o meu braço direito, Enzo, quando o celular vibrou. O nome de Aurora não apareceu no visor — eu ainda não o tinha guardado por segurança —, mas eu conhecia o número.
A voz dela estava trêmula. Tensa. O rato do Victor tinha mostrado os dentes.
Desliguei a chamada e olhei para a vista panorâmica de São Paulo. Enzo percebeu a mudança no meu semblante. Eu não estava irritado; estava focado. Victor Silva era um problema menor, mas se Dante Moretti ou o impulsivo do Alexandre colocassem as mãos nele, o rasto levaria direto ao Fasano. E eu não estava pronto para deixar Aurora enfrentar a fúria do clã Moretti. Ainda não.
— Esquece as projeções por uma hora, Enzo — ordenei, levantando-me. — Temos um "talento" para exportar.
O silenciamento de Victor precisava ser cirúrgico. Matar o rapaz seria a solução Viccari clássica, mas Aurora estava a observar. Eu não queria que ela m