Sérgio Moratti
O sol ainda não tinha vencido a neblina de São Paulo quando meus olhos se abriram. Por um segundo, a desorientação me atingiu, o teto não era o da minha cobertura, nem o da mansão. O cheiro de lavanda e o silêncio doméstico me trouxeram de volta à realidade: eu estava no quarto de visitas da Tessa. Eu estava na casa do meu filho.
Levantei com cuidado, o corpo reclamando do sofá do hospital e das tensões acumuladas. A primeira coisa que fiz foi checar o celular. Havia dezenas de