Alexandre Moretti
Eu não queria que a galeria de Elena fosse apenas um negócio. Queria que fosse um santuário, um lugar único para ela se soltar e viver. Passei a manhã seguinte ao nosso jantar ao telefone, movendo os meus contactos no mercado imobiliário e na curadoria de arte. Eu sabia exatamente o que estava à procura: um lugar com alma, luz e história.
Quando a encontrei no átrio da mansão à tarde, ela parecia curiosa. Eu não lhe tinha dito para onde íamos, apenas que precisássemos fazer um "ajuste de percurso" antes do nosso passeio habitual. Estava mesmo que a levando para tomar sorvete, eu queria que Elena não ficasse tanto tempo presa em casa.
— Alexandre, para onde estamos a ir? — perguntou ela, enquanto o carro deslizava pelas ruas arborizadas dos Jardins. — Este não é o caminho para o centro. - Disse graciosa. - Não vamos tomar sorvete?
— É o caminho para o teu amanhã, Elena — respondi, segurando a sua mão. Senti o seu pulso acelerar.
Com o tempo estava conseguindo ti